Colpocitologia Oncótica

O que é o Teste de Papanicolaou (Colpocitologia Oncótica)?

É um exame simples, barato, fácil de colher, mas que tem reduzido em muito o número de mortes por este flagelo das mulheres que é o câncer de colo do útero. O seu nome certo é Colpocitologia Oncótica (do grego Colpo – colo e Onco – tumor).Ele foi desenvolvido por um grande médico grego chamado George Papanicolaou, daí o seu nome.O colo é a parte do útero que fica dentro da vagina. O Teste de Papanicolaou consiste em se raspar toda a circunferência do colo com uma espátula de madeira e o seu canal com uma escovinha delicada. O material obtido é então transferido par 1 ou 2 lâminas de vidro e preservado com um líquido fixador. As lâminas são identificadas e enviadas a um laboratório especial que irá processa-las em vários banhos de líquidos especiais, corando e montando estas lâminas de modo que elas possam ser cuidadosamente observadas ao microscópio.

O que é visto no Teste de Papanicolaou?

O exame pode diagnosticar o Câncer de Colo de Útero mas é voltado essencialmente para a sua prevenção, daí outro nome pelo qual é conhecido, “Preventivo do Câncer”. Mediante cuidadosa observação das lâminas ao microscópico podem ser detectadas alterações chamadas precursoras, isto é, que precedem o câncer e que podem evoluir para este, em geral ao longo de muitos anos. Esta observação não é quantitativa nem automática, depende essencialmente do conhecimento e estudo dos profissionais que trabalham no laboratório. Em nosso serviço, por exemplo, podemos lhe garantir que todos os exames são vistos por médico especializado, chamado patologista (significa “que estuda as doenças”) com bagagem de 6 anos de curso médico, 3 de especialização e atualmente mais de 30 anos de experiência nesta área. Deve-se também lembrar que a qualidade do Teste de Papanicolaou depende em primeiro lugar de uma colheita de material bem efetuada. Para isso, procure sempre o seu ginecologista.

Por que deve-se fazer o exame de Papanicolaou todo ano?

Porque se sabe hoje em dia que o câncer de colo uterino não aparece de repente mas sim começa com lesões ditas precursoras que uma vez instaladas podem evoluir para o câncer e que esta evolução se faz ao longo de muitos anos e que inclusive muitas vezes podem regredir até sózinhas principalmente quando discretas e em fase inicial. O Teste de Papanicolaou tem uma alta taxa de diagnóstico destas lesões iniciais e a razão de se fazer anualmente é exatamente detectar as alterações bem no começo, não dando tempo para que a lesão evolua mais e ainda quando o tratamento é fácil e simples, não necessitando grandes cirurgias nem rádio ou quimioterapia.

Qual a taxa de acerto do Papanicolaou?

Muito alta, em bons serviços e com uma colheita de material bem feita. Se a mulher fizer o exame periódicamente, idealmente todo ano, a taxa de acerto do exame chega a perto de 100%. Escapam apenas casos muitos especiais, por exemplo com localização muito escondida das lesões iniciais, às vezes profundas ou então distantes no canal do colo. Com a repetição periódica também controlam-se melhor as eventuais regressões e recidivas.

O exame serve apenas para prevenir o câncer?

Não. O teste de Papanicolaou tem paralelamente à prevenção e diagnóstico do câncer, utilidade em detectar e fazer controle de muitas infecções e também serve para se fazer avaliação simples da condição hormonal da mulher.

O que é citologia em meio líquido?

É praticamente o mesmo que o teste comum de Papanicolau, só que com técnica de colheita diferente em meio líquido, inclusive com resultados e acurácia semelhantes. A diferença é que a sua análise pelo patologista fica um pouco mais fácil mas o custo também é por outro lado maior.

Meu exame deu alterado. O que eu faço?

Não se estresse inútilmente nem tente interpretar sózinha o resultado se este lhe foi entregue em mãos. Fale sempre com o seu ginecologista.O exame alterado não significa diagnóstico de câncer, mas freqüentemente apenas que o exame está está sendo útil, isto é, detectando alterações iniciais de baixo risco e de tratamento simples, com 100% de cura. Mesmo lesões mais avançadas têm, atualmente, se bem estudadas e tratadas, ótimo prognóstico. Além disso, com já dissemos, uma alta proporção de lesões é autolimitada, isto é, regride sózinha, principalmente as lesões de baixo grau. Neste casos, o essencial é sempre se manter o monitoramento da evolução das lesões.

Tenho ouvido falar em na sigla HPV relacionada ao exame de prevenção do câncer. Afinal o que é isto?

O HPV é um grupo de vírus que pesquisas recentes indicam estar muito relacionado com o aparecimento de lesões que podem evoluir para o câncer de colo do útero e outros locais. Esta associação causal com um vírus nos ajuda a entender melhor o comportamento biológico das lesões, pois na dependência da evolução da infecção viral no hospedeiro humano podemos explicar fatos como o citado acima da regressão espontânea inclusive até de lesões de alto grau, recidivas, lesões mínimas, lesões muito extensas, etc. Se isto aparecer no seu exame, o mais correto é discutir o assunto com a pessoa mais indicada, que é o seu ginecologista, sempre em primeiro lugar. Em qualquer situação você deve se sentir à vontade também falar com o patologista que realizou o exame, o qual pode lhe tranquilizar fornecendo outras informações.

Ouvi falar que já há vacina contra o HPV. Quem deve ser vacinada e se o for precisa continuar a fazer o Papanicolaou?

Já estão disponíveis no mercado vacinas contra os 2 principais tipos de alto risco do HPV, que representam aproximadamente 70% dos casos de câncer. O esquema de vacinação mais recomendado é para meninas em torno dos 10 anos de idade e mesmo para elas também recomenda-se o acompanhamento pelo Papanicolaou, por garantia. Só depois de muitos anos de vacinação em massa é que se poderá formular melhor novos esquemas alternativos de prevenção.

Se o exame der alterado, posso ser operada por causa disto?

O teste de Papanicolaou é um exame de detecção. Quando ele mostra alterações, precursoras ou diagnósticas de câncer, estas alterações devem ser confirmadas antes por um exame chamado Colposcopia, que consiste em se observar o colo com um aparelho que aumenta as imagens até 40 x e se necessário retirar pequeno fragmento (biópsia) da lesão, para estudo que igualmente é feito pelo médico patologista, de preferência sempre o mesmo que fez o exame anterior. Nunca se opera ou se trata a paciente antes de confirmar a presença das lesões.

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